Inflação médica e mau uso do plano: o impacto no bolso dos usuários

Data: 01/11/2019

A Variação de Custo Médico Hospitalar (VCMH) ou inflação médica como é chamada, expressa a variação per capita das operadoras de planos de saúde entre dois períodos consecutivos de 12 meses cada. Diferentemente dos índices de preço, o índice da variação do custo médico-hospitalar é resultado de uma combinação de dois fatores: frequência de utilização e preço dos serviços de saúde. Assim, tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos, como os EUA, constata-se que a VCMH é sempre superior ao índice de inflação geral.

Procedimentos médicos, exames e consultas sofrem aumento anualmente nos preços tabelados e negociados com os prestadores e isso impacta diretamente no preço que os usuários pagam. O uso incorreto ou desnecessário do plano de saúde por parte dos beneficiários também interfere no valor a ser pago. Em linhas gerais quanto maior a frequência de utilização dos serviços hospitalares, maior será o preço do plano de saúde.

Reaproveitar exames recentes e que estão no prazo de validade, consultar com um médico que já conheça seu histórico e evitar consultas desnecessárias, são exemplos do que pode ser feito para minimizar o aumento dos custos no plano de saúde.

Adotar uma postura responsável em relação à utilização do seu plano é uma das formas de se conseguir o equilíbrio entre receitas e despesas. Isso porque os aumentos expressivos terão que ser compartilhados por todos.

O mau uso do plano pode causar prejuízo ao nosso bolso, por isso devemos usá-lo de forma consciente.

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